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Blindagem de carros tem novas regras no Brasil

Recuperação de vidros delaminados está proibida, além disso, proprietário terá que pagar para emitir novo documento de registro da modificação. País é lider mundial em blindagem automotiva, há mais de 18,5 mil veículos blindados

 A partir da próxima sexta-feira (11), passam a valer as novas regras para a blindagem de veículos no Brasil. A Portaria nº 55, do Exército Brasileiro, traz uma série de mudanças que deverão impactar a compra, venda e manutenção de veículos blindados. Atualmente, o Brasil é líder mundial na frota de blindados, com mais de 18,5 mil veículos, e os números continuam em ascensão.

Entre as principais alterações contidas na norma, destacam-se a proibição na recuperação de vidros delaminados (a reautoclavagem), a necessidade de Certificação de Registro (CR) junto ao órgão, pelo proprietário do automóvel, bem como alterações na blindagem de veículos que possuem teto solar.

A respeito da documentação dos blindados, anteriormente, somente a blindadora deveria apresentar o CR. Com a nova regra, a exigência da documentação por parte dos proprietários – seja pessoa física ou jurídica – deverá criar mecanismos mais rígidos e controlados – o documento tem validade de três anos.

Os níveis de proteção veicular permanecem inalterados, sendo o Nível III-A o mais indicado, com a permissão do órgão fiscalizador. As blindadoras devem fornecer ao cliente o Termo de Responsabilidade, com firma reconhecida e a descrição de todo o material utilizado, quantidade e nível de blindagem, além de validade da proteção balística aplicada.

Teto solar inutilizado

A partir de agora, veículos blindados com teto solar deverão perder esta funcionalidade, uma vez que há expresso dispositivo na portaria, destacando a exigência para que o acessório seja composto de peça única, fixa, e com mesmo nível da blindagem aplicada nas demais partes do veículo.

“Haverá, sim, um custo maior com documentação e com a execução de determinados procedimentos relacionados à manutenção do carro, mas o ganho técnico e as garantias do material aplicado deverão trazer maior proteção e resolutividade, pois, infelizmente, nem todas as blindadoras exercem este compromisso”, ressalta o especialista em segurança e blindagem veicular, Glauco Splendore, da Splendore Blindagem.

Por: Igor Veiga
Fonte: http://www.otempo.com.br